Oi mana, tenho visto as tuas mensagens mas não tenho tido tempo nenhum para responder :((((( lembraste de muitas coisas fixes que adorávamos ver e que eu já nem me lembrava, como por exemplo o Manimal... :D Eu tb me lembrei de um filme que tínhamos gravado, acho até que foi o primeiro que gravámos e estava dobrado em espanhol, era aquele da Gata Borralheira com pessoas... acho que te lembras, víamos muitas vezes tb, em que uma das irmãs da Gata era mto gorducha...
Ontem à noite estava a ver TV e ao mudar de canal fui dar à RTP Memória... ora, estava a dar um filme antigo, era em francês e era sobre o Ali Babá... e de repente, lembrei-me de um outro filme que também tínhamos gravado nas nossas VHS:
The Prince Who Was a Thief (O Príncipe Ladrão)
Lembraste não é? Claro que sim! No youtube não encontrei nada... ;(
Entretanto, enquanto estava a pesquisar O Príncipe Ladrão, lembrei-me de mais alguns.
Hoje vou mostrar-te a nossa árvore de Natal acabadinha de fazer há dois dias:
Hehehe. Há já algum tempo que queria ter uma árvore branquinha como a neve...
Nós sempre gostámos de fazer a árvore de Natal. E divertia-mo-nos à brava!!! Só não pus chocolates... já sabes porquê, né? O "chocolate smasher" ia logo atrás deles e a seguir ia logo o "chocolate eater"...
Árvore de Natal
"A árvore de Natal é uma das mais populares tradições associadas com a celebração do Natal. É normalmente uma árvore conífera de folhas perenes" (estas são as árvores mais resistentes!) ", ou uma árvore artificial" (estas também são resistentes, desde que não sejam compradas no chinês) ". É costume enfeitá-la com bolas coloridas e outros adornos natalinos.
História
Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades imaginárias, mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo, marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.
Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.
Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais árvores de Natal. Essa tradição passou aos povos Germânicos.
No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro" (correcção: era o carvalho de Odin) "sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a Árvore de Natal." (ou seja, se não podes vencê-los, junta-te a eles... Tenho a dizer que pesquisei sobre este episódio do Bonifácio em outros sites e as histórias variam... mas no geral, a ideia de que o pagão foi transportado para o cristianismo, é geral. Vê por exemplo este artigo: http://www2.uol.com.br/biblia/revista/edicao7/natal.htm)
"Há outras versões, porém, a moderna árvore de natal teria realmente surgido na Alemanha entre os século XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina.
Atualmente essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos. Algumas famílias judias da América do Norte adotaram o arbusto do Chanucá (festa judaica comemorada próxima ao natal), numa espécie de sincretismo com a árvore de natal cristã.
Acessórios
Pisca-pisca - é um acessório resumido em um fio com diversas lâmpadas que é utilizado para decoração de casas e árvores de Natal representando as estrelas.
Bolas de Natal - são esferas decoradas e coloridas que são usadas nas árvores de Natal simbolizando os bons frutos.
Papai Noel - são mini bonecos usados nas árvores de Natal representando a bondade.
Ponteira - podem ser estrelas ou objetos em forma circular que ficam no ponto mais alto da árvore representando a estrela principal."
(para além disto podem usar-se muitas outras coisas: chocolates - que devem simbolizar a gulodice; as fitas, sinos, neve, renas, anjinhos,... a minha até tem borboletas!)
No fundo, acho que a árvore de Natal já evoluiu muito desde a sua origem e intenção iniciais. Para mim a árvore de Natal é símbolo de uma época do ano em que se celebra o amor, o carinho, a bondade, a família, a união, a felicidade. As crenças e religião associadas não são os motivos que me levam a fazê-la todos os anos, mas sim os sentimentos que a ela associo.
Acho que esta é uma das nossas "maravilhosas expressões" mais maravilhosa: "filmes para entreter velhinhos". Lembro-me de usar isso frequentemente. Sempre que vejo um filme velhote a dar na tv lá vai. Ainda no outro dia pensei isso quando estava a virar os canais numa sessão de super zapping: "olha, um filme para entreter velhinhos". Hehehe E também me faz recordar aqueles filmes que o canal 2 da espanhola passava lá para as 11 da noite, a preto e branco, traduzidos com legendas amarelas canário (o que era raro, visto que os espanhóis traduzem tudo verbalmente)...
E vem mesmo a calhar, pois eu, desde o post da "tv memorizada", que ando feita louca à procura de um filme que me lembrei que tu gostavas muito, mas que não conseguia encontrar de maneira nenhuma através do título em português (que era o que eu me lembrava). Já estava a ficar piursa. Até já tinha mandado emails para a Cinemateca Portuguesa e para os Arquivos da RTP (os quais, já agora, não me responderam... obrigadinho macacos! informo agora, às 16h10m, que já me responderam, obrigado), para um clube de video online (que também não me respondeu... obrigadinho macacos! informo agora, às 16h10m, que já me responderam, obrigado) e para uma bloguista que tinha no perfil dela que esse era um dos seus filmes preferidos (a qual amavelmente me respondeu, e que curiosamente também tinha gravado o filme da RTP num VHS, tal como tu tinhas, mas que o perdeu... o nosso ficou bolorento... no fundo também se "perdeu", mas que me relembrou as personagens) Ora então: uma freira loura, um militar, um fim trágico,... já sabes qual é?
Pois, só hoje é que consegui encontrar uma imagem desse filme, e até que enfim, pois estava mesmo piursona... já estava a duvidar das minhas capacidades de pesquisa no google...
Enfim, missão completa. Lembras-te do filme n'est pas? No youtube não encontrei quase nada, mas achei uma entrevista com o actor que logo nos primeiros minutos tem uma cena do filme, já dá para recordar: http://www.youtube.com/watch?v=qmqNYaINZV8
Entretanto lembrei-me de outra das nossas relíquias em VHS, este sim eu vi "n" vezes... e encontrei no YouTube... mais uma vez é pena não estar traduzido em português, pois está lá inteirinho, mas também dá para relembrar. Só cheguei lá por causa da Isabella Rossellini...
Ah... mas o próximo está! Está em brasileiro, o nosso era legendado. Também vimos este muitas vezes. Este também está inteiro, é só ir seguindo as partes.
Mas este foi sem dúvida aquele que quase gastámos a fita da cassete:
E até podes cantar a canção... ainda me lembrava de algumas partes da primeira canção:
"What would you do without us?
No worries, no chores & no fuss You'd spend the day feeling so glum You'd waste away; life would be hum-drum With no one to keep in line
Excuse me, but that would be fine
What would she do without me? (And me) We give her a reason to be The comb I lose, she helps me find When I can't choose, she makes up my mind Without us to keep in line...
Excuse me, I'd like to decline I'd spend the day embroidering flowers...
She'd be so bored that she'd fall asleep I'd rad a book and go dancing for hours...
She'd pass the time counting sheep Without us to keep in line What would she do without What would we do without What would you do without-
The question is... What would you do without me? With no one to bring you your tea What would you eat? What would you wear?
Where would you go? You'd never get there You need me to keep you in line
Excuse us, but that would be fine
To comb my hair... To bring me my ale... To dust my chair...
And straighten my veil... To hook my dress...
To find who knows what
I must confess, I'd rather not
Without us to keep in line With nobody's life to design Then, my life would be mine What would she do without What would we do without What would you do without
Mais uma vez se confirma o nosso fraquinho por estes seres fantásticos que entraram nas nossas vidas na infância e nos acompanham até hoje :DDD Que havemos de fazer, vêm para ficar... Deixo aqui o ser fantástico por quem te apaixonaste recentemente hehehehe ;))
Eeeeeeeehhhh mana!!!! Nem acredito que encontraste o Pai Tirano inteirinho (embora às tiras) na net!!! e puseste todinho no nosso blog!!!!!!!!!!!!!!!!!! AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! Agora é só chegar aqui e tlink clicar para recordar. Todo nosso :DDD Bigada mana!!! Beijinhos 88888
Sinopse:
A tempestuosa paixão de um jovem amador dramático, Francisco Mega (Ribeirinho), caixeiro dos Grandes Armazens Grandela, por uma simpática empregada da Perfumaria da Moda, Tatão (Leonor Maia), cinéfila incondicional assediada por Artur de Castro (Arthur Duarte), um cínico sedutor.
"Isto é fundamental" - usada constantemente por Santana.
"Oh inclemência! Oh martírio! Estará por ventura periclitante a saúde desse nobre e querido menino que eu ajudei a criar?" - a única fala de Sr. Seixas na peça (onde faz de Criado), que é ouvida nas alturas em que ele aparece a despropósito em palco e no palacete.
"Oh seu cavalo!! Então você foi-me pôr em cena o telefone verdadeiro???" - Santana para Sr. Machado (o Contra-regra) depois de na peça se ter feito chamada para a Polícia e Bombeiros e o telefone em cena não ser de adereço...
Acrescento: "Nem tu, velha carcaça, escaparás ao meu ódio!" "Ai que engraçado!" "Ó Chico!" "Alimpe-se a este guardanapo." "...alimentando-se exclusivamente de vegetais, segue a lei sã da natureza"
"Para além dos méritos do script - O Pai Tirano - é basicamente um filme de argumento - três actores geniais: Ribeirinho, Vasco Santana e Teresa Gomes - ajudaram poderosamente a levar este curiosíssimo exemplo de teatro filmado e de filme teatral (o argumento funciona tanto sobre a representação de uma peça como sobre a oposição teatro/cinema no interior da representação que a envolve) à quintessência do género. O resto (...) é uma questão de timing e aí chapeau para Lopes Ribeiro, na melhor prestação da sua carreira." João Bénard da Costa, in Histórias do Cinema, col. Sínteses da Cultura Portuguesa, Europália 91, ed. Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1991.